A morte dos smartphones: a pergunta não é quando, mas como

Você usa um desktop ou um laptop? Você está lendo este artigo na tela do seu smartphone, tablet ou smartwatch? Há 10 anos, a última pergunta não teria nem sentido. Apesar da inevitável função dos smartphones em nossas vidas, muitos acreditam que estes aparelhos se tornaram commodities e que estarão obsoletos na próxima década.

Em 2015, a Ericsson ConsumerLab desenvolveu uma pesquisa para definir as 10 maiores tendências de consumo para os próximos cinco anos. Para muitos dos entrevistados naquele momento, os smartphones seriam facilmente substituídos por tecnologias como Realidade Aumentada (AR), Realidade Virtual (RV) e Inteligência Artificial (AI) até 2020.

Contudo, a mesma pesquisa foi realizada em outubro do ano passado, em 10 diferentes cidades ao redor do globo, incluíndo São Paulo, e traz um novo olhar sob tais tendências de consumo. O novo estudo mostrou que os participantes têm grandes expectativas em relação ao desenvolvimento de tecnologias inteligentes relacionadas à bateria de smartphones e carros.

A perspectiva agora é a de que o carregamento de celulares via sinais de rádio presentes ao nosso redor seja comum daqui a três anos. Assunto, aliás, que abordei aqui no site recentemente.

Analisando o resultado destes dois estudos, é possível dizer que, apesar da nossa urgência em adaptar nossas vidas às novas tecnologias como AR, VR, AI e Internet das Coisas (IoT), ainda temos noção da importâncias destes microcomputadores que mantemos diariamente em nossos bolsos, bolsas e mochilas.

Durante o MWC 2018, tive a oportunidade de conversar com diretores e executivos de grandes fabricantes de smartphones e dispositivos AR sobre o tema “a morte dos smartphones”. Assim como a maioria dos usuários de celular mundo afora, as opiniões de quem está dentro da indústria mobile caminha para a mesma direção. Mas antes de conhecê-las, preciso mostrar de onde saiu essa história.

O smartphone foi declarado morto diversas vezes

Depois da pesquisa divulgada pela Ericsson, em 2015, levantar uma luz amarela para o fato da possível morte dos smartphones, no início de 2017, foi a vez dos executivos da Microsoft ascenderem a luz vermelha.

Talvez em uma tentativa de justificar a baixa participação da Microsoft no mercado dos smartphones, Alex Kipman, criador dos óculos VR da companhia norte-americana, o HoloLens, afirmou que “os celulares já estão mortos, só falta as pessoas perceberem isso”. Ainda de acordo com Kipman, o smartphone como conhecemos hoje será substituído por sistemas que misturam diferentes tipos de realidade, como VR e AR.

Essa hipótese, inclusive, foi levantada em 2016, pelo influenciador e atual engenheiro da Microsoft, Rudy Huyn. Na época, ele compartilhou a opinião dele sobre o fim do Windows 10 mobile, e afirmou que “os celulares básicos (feature phones) foram aniquilados pelos smartphones anos atrás, e o mesmo deve acontecer com os smartphones, um novo tipo de dispositivo deve substituí-los em 2-3 anos (óculos? lentes? outro?)”.

Quase um ano e meio depois desta previsão de Huyn, os smartphones continuam tendo um papel importantíssimo em nossas vidas. Porém, houveram mudanças no mercado.

Um relatório divulgado pela Internacional Data Corporation (IDC), em fevereiro deste ano, revela que, pela primeira vez desde o lançamento dos telefones inteligentes, a distribuição mundial de smartphones caiu em 2017, num total de 0,5%. Porém, a tendência é de crescimento até 2022:

Distribuição de smartphones por plataforma entre 2017 e 2022
Distribuição de smartphones por plataforma entre 2017 e 2022 © IDC

Rayan Reith, VP do Programa de acompanhamento trimestral de dispositivos móveis na IDC, pontuou que “o ano de 2017 foi aquele que todos esperávamos que chegaria – quando o volume de distribuição de smartphones finalmente teria a sua primeira queda”. Segundo o executivo, Europa, Oriente Médio, África e China foram os grandes mercados que colaboraram para a redução dos números.

Este cenário, contudo, não parece motivo para alarme ou afirmações de que os smartphones estejam obsoletos, mas identifica o amadurecimento desta tecnologia.

Quando você compra um computador, espera poder usá-lo por pelo menos dois ou três anos, senão mais, certo? Com o tempo, os smartphones foram evoluindo e já não são apenas frágeis peças de processamento de dados, estão cada vez mais resistentes e inteligentes. Isso fez com que a janela de troca entre uma geração de dispositivos para outra aumente.

Além disso, mais e mais pessoas passaram a comprar aparelhos usados, e o câmbio deste tipo de mercadoria vem se tornando comum em países em desenvolvimento, como o Brasil. Assim, o status social já não é mais ter um smartphone novo, mas um aparelho com um excelente hardware, mesmo sendo usado.

Quer dizer, a tendência do mercado mobile se parece menos com a extinção dos smartphones e mais com a maturação destes gadgets. Olhando mais uma vez para o último resultado divulgado pela Ericsson ConsumerLab em relação às tendências para os próximos cinco anos, o fato de que 71% dos entrevistados respondeu querer uma bateria que dure mais prova que com componentes de melhor qualidade a um smartphone pode chegar mais longe nas mãos dos mesmos donos.

A internet 5G não significa necessariamente um divisor de águas

Apesar de muitas exceções, a implementação do 5G está prevista para o primeiro semestre de 2019, muito provavelmente ainda no primeiro trimestre do ano. E isso significa mais velocidade de download e upload de dados, de informações em grandes volumes, ou seja, conexões mais rápidas, com uma latência extremamente pequena. Em outras palavras, viveremos a internet em tempo real!

Com base em relatórios e estudos sobre o 5G, a expectativa sobre a IoT é grande. Caso você não esteja familiarizado com essa sigla, saiba que significa Internet das Coisas e se refere ao fato de podermos nos comunicar com diferentes tipos de objetos, da geladeira à lâmpada da sala, passando pela bicicleta e até mesmo a parede do seu apartamento.

Muitos – e eu me incluo neste grupo – acreditam que a internet de 5ª geração vai otimizar inúmeras interações e aumentar a demanda por AI, AR, VR e IoT, porém, não significa necessariamente um divisor de águas quando o assunto é o consumo destas novas tecnologias em detrimento aos smartphones.

Pelo contrário, a chegada dos primeiros modelos comerciais com 5G ao mercado pode representar 18% das remessas mundiais de smartphones até 2022, segundo analistas da IDC.

Logo, independente do ano ser 2022 ou 2050, a questão não é prever quando os smartphones irão morrer, mas como isso deverá acontecer.

A pergunta não é quando, mas como?

Os feature phones foram progressivamente substituídos pelos smartphones por apenas um motivo: eram mais funcionais. É claro que no início a adesão foi mais lenta, pois existiam as barreiras do preço e do conhecimento, mas pouco mais de 10 anos depois da ascensão dos smartphones, nos causa estranhamento ver alguém com um feature phone nas mãos.

Hoje ouvimos falar da possível morte dos smartphones por novas tecnologias como AR, VR e AI, mas será que você consegue pensar agora em um gadgets capaz de se tornar responsável por isso? O mais provável é que este dispositivo fique no campo dos wearables, que mantenha a introdução e a saída de dados privadas e que possa mostrar a informação na frente dos nossos olhos.

Não sei quanto a você, mas por muito tempo acreditei que o caminho mais curto para nos libertarmos da tela do smartphone seria através dos óculos inteligentes.

Se você assistiu ao Google IO 2012, a conferência para desenvolvedores da Google, deve lembrar da demonstração do Google Glass no palco do evento principal. Caso você não tenha visto na época ou tenha esquecido de como foi a demo, assista ao vídeo abaixo:

O ano era 2012 e muitos de nós achávamos que o Glass seria a mais nova extensão dos nossos smartphones, basicamente fazendo com que não precisássemos tocar no aparelho para verificar notificações, conferir o horário do metrô ou mesmo consumir notícias.

O ano é 2018 e o Glass hoje pode ser comprado apenas por grandes companhias, como a empresa de entregas DHL, nos EUA, sob o nome de Google Glass Enterprise Edition.

O que quero dizer com isso é que muitas tecnologias futuristas acabam mão sobrevivendo ao hype, ou seja, dão o que falar momentaneamente, mas acabam esbarrando em questões técnicas ou legais e não seguem para frente. Por exemplo, em 2014, tive a chance de usar o Google Glass no metrô, em Berlim, na Alemanha, e posso dizer que a experiência não foi agradável.

Google Glass
O Google Glass era um gadget legal, mas não era funcional ® Camila Rinaldi

Na Alemanha, este tipo de dispositivo é proibido, por questões de privacidade, visto que se você piscar, a câmera captura uma imagem. Contudo, não foi isso que mais me estressou naquela experiência. O fato de que a maioria dos comandos eram feitos por voz, era basicamente constrangedor, pois todos podiam ouvir e entender o que eu falava. Fora que o design do Glass, com um prisma posicionado na lente direita não era nada discreto.

Felizmente os anos passam e outras tecnologias acabam surgindo em cima do erro de outras. Algumas mais otimizadas, outras menos.

Os óculos inteligentes Vuzix Blade são um exemplo disso. A ideia central do dispositivo é fazer com que passemos menos tempo focados em nossos smartphones, visto que os óculos fazem as vezes de display. Contudo, assim como o Google Glass, o Vuzix é uma tentativa de unir diferentes tecnologias em um só gadget.

Tive a chance de usar o Vizux Blade durante o MWC 2018 e, apesar das explicações de que estes são óculos que não chamam tanta atenção por se parecerem com acessórios que usaríamos no dia-a-dia, o Vizux conta com um touchpad, no qual navegamos para controlar o tipo de informação que desejamos em determinado momento, incluíndo jogos em AR. Em outras palavras, o dispositivo mantêm a aura geek.

Apesar dos dois exemplos acima terem suas problemáticas, posso dizer que a Intel parece ter entendido o mercado de óculos inteligentes. O Vaunt é um acessório que não se parece visualmente com nenhum dos dois exemplos acima, aliás, em relação ao design, não deveria nem ser chamado de smart glasses.

Um dos motivos pelos quais este aparelho parece comum – não geek ou futurista – se deve ao fato de que a Intel decidiu oferecer apenas uma coisa: informar o usuário de forma simples. A ideia é entregar um gadget não invasivo, com o objetivo de mostrar a informação que você precisa, onde você estiver, sem que você tenha que pegar o smartphone.

Porém, não é perfeito. Você ainda terá que movimentar a cabeça para a direita ou esquerda, por exemplo, para dispensar mensagens. Somado a isso, os óculos inteligentes modificam a nossa personalidade. Eu, por exemplo, nunca usei óculos, logo, teria que adaptá-los à minha aparência. Já imaginou um mundo no qual todas as pessoas usassem óculos, em vez de apenas ter um smartphone?

Outros dispositivos wearable que, a princípio, deveriam nos deixar menos dependentes da tela do smartphone também não entregaram o que prometiam, como os smartwatches. Hoje, com raríssimas exceções, os relógios inteligentes servem vagamente para monitorar passos, controlar o Spotify e mostrar as horas.

Com isso não estou dizendo que no futuro não teremos tecnologias que venham a substituir os smartphones, apenas que o presente não é tão animador neste sentido. Todavia, existe sim uma luz no fim deste túnel.

Duas grandes empresas já estão trabalhando em cima de tecnologias que permitem enviar pensamentos direto para computadores. Por mais cético que você possa ser em relação ao tema, saiba que a pesquisa e o desenvolvimento destas novas técnicas estão acontecendo neste momento e resultados extremamente positivos já foram divulgados.

A primeira delas é a Neuralink, cujo CEO é ninguém menos do que Elon Musk, sim, o homem que mandou um Tesla para o espaço. A companhia está desenvolvendo uma interface cérebro-computador (brain-computer interface) capaz de ajudar pessoas com deficiência a se comunicarem com o mundo exterior.

A pesquisa gira em torno da melhoria da qualidade de vida de pessoas com paralisias severas consequentes de acidentes, ou mesmo portadores de doenças neurológicas, como Parkinson. A ideia central é comunicar ações e necessidades através do pensamento, ou seja, usar o cérebro para controlar outras máquinas.

O processo é invasivo, visto que no momento, existe a necessidade de conectar algum tipo de hardware ao cérebro, como um chip. Porém, tal tecnologia já se provou efetiva. No vídeo abaixo, é possível ver uma paciente com paralisia severa controlando uma mão mecânica para trazer um garrafa d’água até a boca usando uma interface cérebro-máquina.

Mas o que essa interface cérebro computador têm a ver com smartphones? A resposta está na Building 8, do Facebook. Apesar de todo a polêmica envolvendo a rede social construída por Mark Zuckerberg e a empresa Cambridge Analytica, não posso deixar de falar neste artigo do desenvolvimento de uma técnica disruptiva que chega pelas mãos do Facebook.

Em abril do ano passado, durante a conferência F8 para desenvolvedores, a empresa anunciou dois projetos: uma interface cérebro-computador que permite enviar pensamentos diretamente para uma máquina, e uma tecnologia para “ouvir” ou absorver a linguagem através de vibrações na pele.

Para se ter uma ideia, a equipe liderada por Regina Dugan, espera desenvolver um sistema que permita “digitar” 100 palavras por minuto em um computador, apenas pensando naquilo que se quer dizer. A intenção é tornar isso possível em menos de um ano. Isso é cerca de cinco vezes mais rápido do que as pessoas podem digitar nos smartphones hoje e mais rápido do que a maioria das pessoas pode digitar em um computador.

Para assistir a apresentação completa sobre tais produtos você confere aqui.

A boa notícia é que o Facebook trabalha apenas com tecnologias não invasivas, transferindo sinais de sensores vestíveis (wearable). Tais sensores devem estar em contato com o centro de fala do nosso cérebro, no caso a parte que é ativada na hora em que pensamos em alguma coisa e formamos as palavras.

A tecnologia codificaria estes sinais para um computador, funcionando mais ou menos como o software fala-para-texto que temos nos teclados do celular. Porém, em vez de inserir um áudio, estaríamos inserindo uma atividade neural.

E se você acha isso muito futurista, beirando o impossível, lembre-se que durante a Copa do Mundo no Brasil, vimos Juliano Pinto, paraplégico, usando a mente para controlar um exoesqueleto e fazer o primeiro chute da copa. E isso foi há quatro anos.

Em outras palavras, usando tal recurso, óculos inteligentes no estilo Google Glass ou Vaunt se tornariam gadgets mais amistosos, pois a introdução de conteúdo, por exemplo, seria privada. Logo, as chances de adesão deste tipo de aparelho seriam muito mais altas.

Agora é claro que eu não me sentiria confortável em saber que uma empresa como o Facebook está tendo acesso à forma como construo meu pensamento, e você?

Com a palavra, a indústria

Nos últimos anos, ouvi de colegas de profissão que os smartphones viraram commodities, que estão cada vez mais sem graça, o famoso “mais do mesmo” e que será substituídos em um futuro próximo. Por muito tempo, acreditei neles. Porém, quanto maior é o número de novas tecnologias surgindo no mercado de dispositivos móveis, mais fácil fica ver o quão essencial é esse microcomputador que carregamos em nossos bolsos.

A importância de visualizar conteúdo é bastante óbvia, em especial quando percebemos o interesse por aparelhos com telas grandes, acima das 5,5 polegadas, ou mesmo o valor dado a resoluções como 2K ou 4k. Entretanto, ultrapassando essa barreira, utilizando talvez um dispositivo wearable central, baseado inclusive nas funções núcleo dos smartphones, talvez assim tenhamos COMO vislumbrar um cenário sem eles.

Durante o MWC 2018, tive a oportunidade de conversar com três importantes membros da indústria de smartphones nacional sobre o tema “a morte dos smartphones”. Abaixo, você confere o que os diretores da Motorola, Samsung e Sony pensam sobre o assunto:

Renato Arradi, Diretor Operacional de Produto da Motorola no Brasil

O ponto principal é o seguinte: a hora em que começarmos a ter redes mais rápidas, mais velozes, como com o 5G, já otimizaríamos o armazenamento, pois tudo seria acessado na nuvem. Agora, se estivermos em um porão, em uma garagem, no quinto subsolo, não vai ter antena para todo o lugar. Isso terá que ser pensado, logo, não sei dizer até que ponto pode virar uma realidade. Infelizmente no Brasil, para a grande maioria das pessoas, isso vai demorar muito para acontecer, visto que hoje ainda é complicado.

Em termos de conceito, penso que a única coisa que você teria que ter com você é a sua identidade, o seu número, alguma coisa que te autentique como sendo você. Como isso vai acontecer? Eu não sei, mas alguma tecnologia que permita que você se conecte a qualquer outro dispositivo, sempre comprovando a sua identidade. Agora não sei quando!

Mas a visão é um pouco essa: com algo muito simples você teria que garantir ser você, e poderia se conectar com qualquer equipamento, com qualquer tela, com todos os teus dados pessoais em algum lugar na nuvem. E, em teoria, se você precisasse de uma tela para assistir a um vídeo, você poderia usar a de um relógio, pois de certa maneira, aquele relógio seria o seu dispositivo, se você estiver em casa, a sua TV é o seu dispositivo e assim por diante.

A questão é, como guardar algo que garanta que você é você para todo esse mundo conectado. Assim, os aparelhos como são hoje deixarão de existir.

Agora, abrir mão da tela na hora de consumir conteúdo é complicado, algumas coisas você vai fazer com voz, pois como sabemos isso já está amadurecendo muito. A tela não vai deixar de existir, mas talvez ela não esteja o tempo todo com você.

Mario Laffitte, vice-presidente de Marketing e Assuntos Institucionais da Samsung América Latina*

A Samsung tem uma longa história de inovação em smartphones e continuará a desenvolver aparelhos elegantes, inovadores e cada vez mais capazes de melhorar a vida dos consumidores. Na Samsung, cremos que o hardware com design funcional e o software poderoso ainda serão necessários para qualquer smartphone – mas, ao mesmo tempo, acreditamos que a próxima geração de dispositivos será definida por suas tecnologias avançadas: Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, capacidades para Internet das Coisas e redes de dados móveis de alta capacidade, como o 5G. Juntas, essas tecnologias oferecerão uma experiência que atenderá as tendências e necessidades do consumidor. A Samsung tem investido forte nessas tecnologias, por isso, estamos confiantes de que assim manteremos nossa posição de líder global em smartphones.

Todos nós temos expectativas com o que um mundo conectado deve se parecer: uma experiência personalizada – ou seja, o que, quando e onde queremos, e ainda de forma a facilitar e melhorar nossas vidas. Por isso, a Samsung quer facilitar as coisas. Em 2015, fizemos uma afirmação ousada – de que até 2020, 100% dos nossos dispositivos estarão habilitados para a Internet das Coisas. E já alcançamos 90% deste objetivo. Recentemente, firmamos um compromisso ainda maior. Inauguramos a Era da Inteligência das Coisas, não apenas conectando os dispositivos entre si, mas ainda agregando valor nessa conexão e facilitando a vida de nossos consumidores por meio dessa conexão.

Nosso maior objetivo é continuar motivando nossos clientes a desfrutar de uma nova experiência móvel e a explorar novas oportunidades de negócios por meio de inovações tecnológicas. Ao mesmo tempo, continuamos a pesquisar o que os consumidores desejam e precisam, e quais serão suas necessidades, bem como desejos futuros. Os consumidores de hoje já estão à procura de um tipo diferente de smartphone porque utilizam a tecnologia de uma maneira mais profunda e intensa do que faziam até pouco tempo atrás. Acreditamos que o hardware e o software, adaptados ao modo como os consumidores usam seus celulares hoje, estarão em alta. Por exemplo: hoje nos comunicamos com fotos, vídeos e emojis – e os consumidores desejam um smartphone projetado para ajudá-los a fazer exatamente isso. Também estamos assistindo a mais vídeos em nossos celulares e vivendo vidas mais conectadas. Por tudo isso, os smartphones precisam ser projetados para atender essas tendências e ajudar as pessoas a fazerem o que não podiam antes. É o que já acontece agora, por exemplo, com os novos Galaxy S9, que estão chegando ao mercado latino, nesse mês.

Ana Peretti, Diretora de Marketing da Sony no Brasil

Difícil falar sobre o futuro. Hoje estamos com uma parceria grande com a Qualcomm e com a Ericsson, para iniciar os testes de 5G no final do ano de 2018. O Xperia está no centro do ecossistema completo do Sony, ele é o device que, dependendo obviamente da rede, vai permitir que o consumidor consuma o conteúdo da maneira idealizada pelo artista, ou seja, na melhor qualidade. Então, nós consideramos a rede 5G extremamente importante para isso. E, por isso, estamos trabalhando junto com nossos parceiros para começar a testar no final de 2018.

Eu não tenho uma resposta concreta para essa pergunta, mas temos investido bastante em desenvolvimento de comando por voz e gestos, e fizemos duas aquisições no ano passado, de empresas que vão nos ajudar a caminhar para esse futuro. Uma delas é a Cogitai, uma empresa focada em Inteligência Artificial (AI), e a Altair, de miniaturização de chipsets para 5G e para a otimização do consumo da bateria. Isso indica que estamos indo nessa direção, mas ainda não temos nada concreto para falar a respeito.

Agora quero saber de você: será possível substituir os smartphones em algum momento? Como isso aconteceria na sua opinião?


*Declaração enviada por email, após o MWC.