Globosat Play cresce 248% em 2017 e sinaliza futuro sem TV por assinatura

O Globosat Play tem muitos motivos para comemorar: segundo relatório divulgado recentemente, o serviço fechou 2017 com crescimento de 248% no consumo de streaming, algo bem impressionante para um serviço que ainda está vinculado à “velha” TV por assinatura.

Este e outros números foram divulgados pela própria empresa, e mostram que as pessoas, que já são assinantes da TV, estão preferindo assistir tudo on demand, com exceção dos esportes, claro.

Se cruzarmos este dado com a queda de audiência que a TV por assinatura vem registrando (programação linear) – dados do IBOPE CONECTA / Omelete Group, temos um desenho claro do que acontecerá nos próximos anos. Depois não diga que não avisei, Globosat.

Mas voltando à Globosat Play, vamos aos números divulgados:

Futuro sem tv por assinatura - Opinião / Mobizoo

Um futuro sem TV por assinatura?

A TV sempre foi algo vital na vida dos brasileiros (deveria?), e os conteúdos da Globo sempre tiveram papel de destaque na cultura popular (deveria 2?).

Os canais por assinatura da “vênus platinada” também possuem o mesmo impacto (leia-se Rodrigo Hilbert “homão da porra”, os memes da Bela Gil, e o sucesso estrondoso de programas de humor como o “Lady Night” da Tatá Werneck), mesmo que boa parte desse barulho venha dos milhões de pontos de “Gato Net” espalhados pelo Brasil.

Estranhamente, nesse contexto de enorme crescimento do streaming versus queda na audiência tradicional, o serviço Globosat Play ainda é oferecido como um extra para os assinantes das grandes operadoras do país (NET, SKY, VIVO, Oi, etc.), com aplicativos para Android, iOS e Smart TVs que são tão ruins e têm tantos bugs, que mais parecem versões Beta (sim, eu sou usuário há anos e posso reclamar).

Será que mesmo olhando todos estes números, os executivos da Globosat ainda não entenderam que o VOD (video on demand) é a opção número 1 das novas gerações para consumo de seus programas favoritos? O que falta para eles oferecerem o serviço de forma avulsa, com assinatura mensal acessível?

Será que as operadoras iriam “quebrar” se os conteúdos da Globosat (que são quase um monopólio da produção premium nacional, e representam a maior parte do que é assistido pelos brasileiros) fossem disponibilizados exclusivamente via Internet? Ou será que a nossa banda larga simplesmente não dá conta?

E não podemos esquecer que no resto do mundo cada vez mais pessoas estão abandonando a TV por assinatura para ficarem somente com os serviços de streaming. Ou seja, trata-se de um caminho sem volta, mas que ainda encontra muita resistência por aqui.

Vamos tentar responder essas perguntas aí nos comentários?

Imagem da capa: Pesquisa Geek Power (Omelete Group)

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