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Motorola Defy, o Android duro na queda

O leitor pode estar se perguntando: “porque estão fazendo um review do Defy só agora, mais de 8 meses depois do lançamento?”.

A resposta é essencialmente econômica: quando foi lançado, no final de 2010, o Defy custava bem mais caro que o Milestone, que apesar de já ter percorrido longa estrada, ainda era tecnologicamente tão interessante quanto seu parente mais novo.

Sendo assim, naquela época todos que pensavam num bom Android da Motorola, aproveitaram o preço de “fim de festa” do Milestone e foram felizes.

Depois de todo esse tempo a coisa mudou bastante para o Android super resistente da Motorola. O preço caiu, e agora ele pode ser encontrado por até R$750 no mercado. Sem a concorrência caseira do Milestone, o Defy pode finalmente reinar soberano como melhor custo-benefício da marca.

Agora, seu grande concorrente de fato é o Galaxy Ace da Samsung, que é um pouco mais barato, mas tem algumas desvantagens relevantes, como a tela inferior(menor resolução e tamanho) e a memória interna muito menor que a do Defy.

Passamos um bom tempo brincando com o aparelho e você confere agora todas as nossas conclusões.

Destaques

  • Android 2.1, atualizável para 2.2;
  • Resistente à quedas, água e poeira;
  • Tela touchscreen capacitiva com vidro Gorilla Glass, resolução 480 x 854 pixels, 3.7 polegadas e 16 milhões de cores;
  • Sensor acelerômetro(usado para giro automático da tela, games, etc.);
  • Sensor de proximidade(usado para desligar a tela automaticamente);
  • Sensor de luz ambiente(usado para regular automaticamente o brilho da tela);
  • Processador 800MHz Cortex-A8 e 512 MB RAM;
  • 2 GB de memória interna(para aplicativos);
  • Cartão microSD de 8 GB incluso, suporte para até 32 GB;
  • Wi-Fi 802.11 b/g/n, DLNA, hotspot(Android 2.2);
  • 3G HSDPA, 7.2 Mbps;
  • Câmera fotográfica: 5 MP, 2592?1944 pixels, auto-foco, Flash LED;
  • Câmera de vídeo: VGA, 30fps;
  • Rádio FM estéreo com RDS;
  • Flash Player;
  • Player de Música: MP3/WAV/WMA/AAC+;
  • Player de Vídeo: MP4/WMV/H.263/H.264;
  • Cancelamento de ruído ativo;
  • A-GPS.

Corpo

O aparelho possui excelente construção com acabamento impecável. O vidro da tela, conhecido como Gorilla Glass é resistente a quedas e riscos.

O tamanho e o peso do Defy também impressionam. A impressão é que ele pesa metade de um Milestone. O encaixe perfeito na mão e corpo emborrachado passam ótima sensação de segurança.

Seguindo a proposta de smartphone durão, possui todas as suas entradas(usb e fone de ouvido) muito bem protegidas por portas de borracha. Há também uma bela trava para a tampa da bateria.

O Defy tem apenas 2 botões físicos – volume e liga-desliga – estes que poderiam ser um pouco maiores e mais fáceis de apertar. Todas as outras funções são acionadas pelos ícones capacitivos abaixo da tela. Esses ícones capacitivos são a marca registrada dos Android da Motorola, mas, em termos de funcionalidade, o botão físico HOME da Samsung parece fazer mais sentido.

Tela

Esse é um dos maiores destaques do aparelho. Sua tela é, sem sombra de dúvida, acima da média. Com alta densidade de pixels, ótimo contraste, cores vivas e touch preciso, ela entrega uma experiência visual tão boa quanto a dos smartphones mais caros.

O branco tende para o amarelado, o que é bom pra leitura. E o preto poderia ser mais preto, mas não chega a incomodar.

Som

Testamos o som do aparelho usando um fone de ouvido profissional da marca Shure e o aplicativo PowerAMP. E os resultados foram muito positivos. Graves pesados, agudos muito bem equilibrados e boa profundidade.

Já utilizando o fone de ouvido e o player que vêm com o aparelho o resultado não é tão satisfatório. O som do fone original é bem fraco e o player não conta nem com um equalizador para compensar.

Apesar de bastante limitado, o player de música original do Defy possui o interessante recurso de buscar letras para as músicas que você toca nele.

Nos alto-falantes o som é excelente. Alto, porém bem e equilibrado entre graves e agudos. Não produz aquela distorção “estridente” muito comum nos celulares atuais.

Interface

O celular sai das lojas com a versão 2.1 do Android, mas você pode instalar a atualização 2.2 oficial da Motorola assim que colocar as mãos no aparelho. Sendo assim, vamos considerar que estamos analisando um aparelho com Android 2.2.

A personalização que a Motorola faz do Android não é aquela maravilha, mas pode ser que você não se incomode com o visual “brega” e as funcionalidades limitadas da interface. Caso o tal MotoBlur te incomode, você sempre poderá personalizar a interface do seu jeitinho usando um Launcher.

Uma coisa chata da interface MotoBlur é a ausência dos botões wi-fi, gps, vibrar e rotação na barra de notificações. É bem legal ter essas funções acessíveis de qualquer tela, coisa que a interface TouchWiz da Samsung possui desde sempre.

Assista o vídeo abaixo e conheça um pouquinho mais da navegação do Defy.

Velocidade

Nesse quesito, o Defy vai deixar seus compradores muito felizes. O aparelho é muito responsivo, executando as tarefas bem rápido, mesmo com vários aplicativos abertos. Em jogos pesados, que usam aceleração gráfica 3D, o bichinho se sai muito bem. A fluidez é total nas transições entre telas e apps.

Armazenamento

Outra grande vantagem sobre os concorrentes. O Defy possui memória interna de 2 GB, bem mais espaço para aplicativos do que o Galaxy Ace(158 MB) ou Optimus One(200 MB).

O cartão de memória microSD que o recheia também não economiza, são 8 GB contra os magros 2 GB que a LG e a Samsung oferecem. Isso quer dizer que o aparelho pode carregar muito mais músicas, fotos e vídeos.

Câmera

Fotografia nunca foi o forte da Motorola. Por mais que ela se esforce, não consegue alcançar a qualidade de um Nokia N8 ou de um iPhone 4. Dito isso, não espere milagres da câmera do Defy. A presença do Flash ajuda bastante à noite e em ambientes mais escuros, mas o resultado sempre será um pouco granulado.

Com muita luz, as fotos são bem decentes, mas nada que vá impressionar. Portanto, se for fazer uma viagem super bacana, leve uma boa câmera.

A gravação de vídeos também é mediana. O Defy produz vídeos com resolução VGA(640×480) rodando à 30 frames por segundo, algo que consideramos justo em relação à seu preço. Celulares que filmam em HD ou Full HD costumam custar quase R$2000.

De qualquer forma, a filmadora desse aparelho é suficiente para aqueles vídeos casuais de fim de semana.

Bateria

A bateria é o que voce pode esperar de um smartphone com Android. Com uso médio de internet e redes sociais, um pouco de música e ligações, ela dura em média 1 dia. Com uso menos intenso, ela pode chegar à 2 dias de duração.

Conclusão

Se você chegou aqui, já percebeu que gostamos bastante do Defy. Com muito mais acertos do que erros ele é, sem dúvida a melhor compra da categoria Androids Médios, aqueles na faixa dos R$800.

Os concorrentes diretos do Defy citados neste review já custam em média R$200 mais barato que ele, e acabam saindo um pouco da categoria Androids Médios e se aproximando muito mais(em preço) da categoria Androids de entrada.

Sendo assim vale à pena ir numa loja e compará-los lado a lado. Pode ser que esses modelos mais em conta te satisfaçam plenamente, e além do mais, eles também são ótimas escolhas.

E você, já possui um Defy? Diga-nos o que acha dele nos comentários. Para os que ainda estão à procura do Android pra chamar de seu, participe deixando suas dúvidas e reflexões.

Todos os preços deste review são baseados numa média de mercado, e podem variar para mais ou para menos de acordo com a disponibilidade dos aparelhos, época do ano e fatores econômicos.

Com imagens e informações: [GSMArena]