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Review: Motorola Razr D1, o Android de entrada feito na medida para os brasileiros

A Motorola inicia 2013 com um aparelho feito especialmente para o público brasileiro: o Razr D1, um modelo de entrada que mira nos consumidores que não querem gastar muito, mas exigem recursos como TV Digital e suporte à dois chips.

Com preço sugerido de R$494, Android 4.1 de fábrica, garantia de atualização e boa oferta de recursos, o aparelho tem tudo para se tornar um sucesso de vendas.

Passamos um tempinho brincando com o D1, e você confere a seguir quais foram as nossas impressões.

Especificações

  • Tela LCD TFT de 3,5 polegadas e 320×480 pixels de resolução;
  • Android 4.1 (Jelly Bean);
  • Processador de 1 GHz e 1 GB de RAM;
  • TV Digital e analógica;
  • Dual Chip (dual stand by);
  • 4 GB de armazenamento interno (2,5 GB disponíveis para o usuário);
  • Entrada para microSD até 32GB;
  • Conectividade Wi-Fi, Bluetooth 4, 3G, USB e A-GPS;
  • Câmera de fotográfica de 5MP com auto foco, sensor retroiluminado e HDR;
  • Gravação de vídeo com qualidade de DVD (720×480);
  • Bateria de 1785 mAh;
  • Rádio FM;
  • Sensores de proximidade e luz ambiente;
  • Peso: 110 g.

Design

O design do aparelho é idêndico ao do seu irmão maior, o Razr i. A única diferença é o material usado no corpo; ao invés de kevlar e alumínio, o D1 é feito do bom e velho plástico.

Apesar deste detalhe, o aparelho impressiona no bom acabamento e excelente pegada. Ele é leve, tem um tamanho muito bom para usar com uma mão só e conta com detalhes presentes apenas em aparelhos mais caros, como a luz de notificação e o alto falante escondido na logo.

O tamanho reduzido só não é bom para os homens com mãos muito grandes, que terão dificuldades em usar o pequenino teclado virtual do smartphone.

Uma boa vantagem em relação à outros aparelhos da linha Razr é a possibilidade de trocar a bateria.

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Tela

Esse é o quesito onde foi feito o maior sacrifício em favor do preço: a tela do D1 tem resolução baixa, preto lavado, pouco contraste, e os pixels são bem visíveis em toda interface.

Mas isso não chega a estragar a experiência, principalmente para àqueles que estiverem vindo de aparelhos como o Galaxy Y e o Optimus L3, que possuem telas ainda piores.

Além disso, a responsividade da tela foi uma das coisas que mais me impressionou no D1. Todos os toques são respondidos imediatamente e as rolagens fluem que é uma beleza.

TV

A tv digital do aparelho funciona muito bem e a antena integrada ao cabo do fone de ouvido é uma idéia genial da Motorola. Ter que esticar uma antena de metal em pleno 2013 parece meio ultrapassado, concorda?

O aplicativo é bem veloz em todas as suas funcionalidades, inclusive na troca de canais.

A gravação de tv com conversão direta para mp4 e acesso ao arquivo via usb funcionou tão perfeitamente, e de forma tão simples, que estou pensando em dar um desses pra minha mãe gravar a novela.

Velocidade

A Motorola segue usando sua interface “android quase puro” que modifica muito pouco do sistema do Google. Aliás, o  Android 4.1.2 Jelly Bean roda mais liso nesse aparelho que no meu Galaxy SII Lite. Sério.

Mas claro, toda essa velocidade e fluidez têm um preço: não há animações nas transições entre aplicativos e nem no giro automático de tela, imagino que a empresa tenha espertamente desativado esses recursos do sistema para poupar o processador e entregar sempre uma experiência positiva de uso.

O Eduardo Moreira fez um vídeo de unboxing que também mostra um pouquinho da navegação pela interface do aparelho. Confere aí:

Câmera

A primeira coisa que você vai notar quando usar pela primeira vez a câmera fotográfica do D1 é a sua velocidade de captura. Ela tira fotos tão rápido quanto num aparelho top de linha.

Infelizmente o Rarz D1 não possui flash e nem botão disparador dedicado como no Razr i, mas o aplicativo da câmera é competente o suficiente para você esquecer desse detalhe, e ainda possui recursos de dar inveja à todos os outros aparelhos da categoria: HDR e sensor retroiluminado.

Já na gravação de vídeo a coisa é um pouco mais humilde, nada de alta definição ou altas taxas de frames por segundo. A filmadora do Rarz D1 é só pra “quebrar um galho” mesmo.

Áudio

Em primeiro lugar: o fone de ouvido que vem com aparelho não serve pra nada. Doe ele para um DJ de coletivo e compre um fone bom pra vc.

Com um bom fone de ouvido o som do aparelho é alto, com bons graves e muito bem definido, tanto no player de música quanto na rádio FM, que aliás conta com recurso de gravação.

O som do auto falante é satisfatório para assistir tv, jogar e ouvir música durante o banho. O detalhe negativo é a posição do mesmo, que é tapado quando o aparelho está repousando numa superfície, abafando o som.

Bateria

Aqui não tem pra ninguém: o Motorola D1 tem a melhor bateria da categoria. Em nossos testes ela chegou a durar três dias com uso moderado.

A TV Digital é o recurso que consome mais a bateria no aparelho, e mesmo assim, ainda dá pra assistir à meia hora de TV por dia sem comprometer muito a sua duração.

Conclusão

No geral o aparelho nos impressionou bastante, oferecendo um monte recursos. E mais importante; todos funcionando muito bem.

O único ponto fraco do aparelho é realmente a qualidade de imagem da tela. Mas isso certamente não afastará os compradores, já que os outros aparelhos da faixa oferecem experiências similares nesse quesito.

Com boa versão do Android, ótimo espaço para instalação de aplicativos e desempenho de sobra, o Razr D1 pode facilmente ser considerado o melhor custo-benefício da categoria.