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Review tardio do Moto X 2ª geração: nunca é tarde para amar

O mercado brasileiro de smartphones passa por um momento difícil depois do fim da isenção de impostos que deixou todos os aparelhos mais acessíveis (até R$ 1.500) bem mais caros. Nesse momento é fundamental fazer escolhas inteligentes, trazendo o máximo de valor para o nosso tão suado dinheirinho. É aí que entra o Moto X 2ª geração: um celular de 2014 que continua super potente, porém com preço mais baixo do que nunca.

Mas seu Mobizoo, você está doido? Fazendo review de celular velho?

Pois é, pode parecer loucura, mas mesmo depois de 2 anos de estrada o hardware do Moto X 2ª geração ainda é capaz de superar grande parte dos smartphones da atualidade. E após ser atualizado para a última versão do sistema Android, a 6.0 Marshmallow, ficou ainda mais esperto.

Para você ter uma ideia, veja quantos pontos ele marcou no teste Antutu Benchmark:

Pois é, amiguinho(a), como você pode ver, o Moto X 2ª geração rodando Android 6 simplesmente humilha a concorrência no quesito performance.

O aparelho ficou tão bom após a atualização de sistema, que agora ele carrega o conteúdo dos aplicativos instantaneamente enquanto os abre, assim como no iPhone. Coisa que poucos Androids conseguem (todos acima dos R$ 2.000). A duração da bateria e outras coisinhas também melhoraram bastante após a atualização, mas falarei disso mais adiante.

E tudo fica ainda mais interessante quando falamos de preço. Com exceção do Quantum Go, todos os outros aparelhos da categoria intermediários premium custam mais caro do que o Moto X, com preços em torno dos R$ 1.200. Enquanto isso, o “velho” aparelho top de linha da Motorola pode ser encontrado por até R$ 900.

Agora me diz: merece ou não um review?

Especificações

  • Android 6.0 Marshmallow;
  • 4G Single Chip;
  • Tela Super AMOLED 5.2 polegadas Full HD (1080 x 1920 px);
  • Processador Snapdragon Quad Core 2.5 GHz;
  • 2 GB de RAM;
  • GPU Adreno 330;
  • Câmera traseira de 13 MP com flash duplo;
  • Câmera frontal de 2 MP;
  • Gravação de vídeo 4K;
  • 32 GB de armazenamento interno;
  • USB Host (OTG);
  • Bluetooth 4 A2DP;
  • NFC;
  • A-GPS;
  • Bateria 2300 mAh + Carregador Turbo.

Tela

A tela Super AMOLED do Moto X 2ª geração possui um tamanho muito bom na minha opinião: 5.2 polegadas é grande o suficiente para exibir os conteúdos de maneira muito confortável, porém não é grande demais para ser utilizada com uma só mão. É claro que o design do aparelho contribui para a boa ergonomia: o corpo compacto somado ao aproveitamento de espaço frontal oferecem uma experiência muito positiva, melhor do que vemos em aparelho grandalhões como o Asus Zenfone 2, por exemplo.

A resolução Full HD da tela garante excelente definição de imagem, com pixels absolutamente imperceptíveis. A tecnologia AMOLED oferece pretos perfeitos e cores vibrantes, porém sofre um pouco com brancos um tanto amarelados. Mas isso é questão de gosto: eu particularmente prefiro telas com branco amarelado do que o branco azulado visto em algumas IPS.

A visibilidade da tela debaixo do sol é boa, e o contraste é excepcional em qualquer condição de luz. E como você já deve imaginar, por se tratar de uma tela AMOLED você não precisa se preocupar com ângulos de visão.

Agora um alerta: a tela AMOLED do Moto X 2ª geração apresenta marcas (o famigerado efeito burn-in) em partes onde os elementos são fixos na tela – como por exemplo nos ícones da barra de status do Android. Não é nada muito agressivo, e só pessoas muitos detalhistas irão perceber. Porém é algo que dificilmente vemos em telas AMOLED da Samsung.

Não é muito fácil captar o efeito burn-in em fotos, mas se você olhar bem atentamente a imagem abaixo, irá perceber os desenhos marcados na tela, mesmo quando eles não estão lá (como se fossem fantasmas):

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Design

É muito difícil encontrar qualquer defeito no design da segunda versão do Moto X: ele é um smartphone que mesmo com uma tela de 5.2 polegadas consegue oferecer um corpo compacto, confortável e bonito. Além disso ele ainda é um aparelho relativamente leve e fino, que se encaixa perfeitamente na mão, graças à sua curvatura traseira.

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Foto: androidaustralia

O corpo de metal aliado ao vidro de cantos arredondados conferem robustez e um certo ar sofisticado ao smartphone. E a traseira emborrachada do modelo preto que analisei (existem outros tipos de traseira, como a de bambu, por exemplo) garante uma excelente pegada.

Câmera

Desde seu lançamento, muito se falou sobre a qualidade duvidosa da câmera traseira do Moto X 2ª geração, e é verdade que muitos argumentos ainda são válidos desde aquela época. Mas apesar da imagem ruim que se construiu em cima desse importante recurso do smartphone, podemos dizer hoje (após algumas atualizações de software) que a câmera do aparelho é satisfatória.

É claro que não é justo comparar os resultados do Moto X 2ª geração neste quesito com aparelhos como o Samsung Galaxy S6 ou o iPhone 6S. Porém dentro de sua faixa de preço atual, concorrendo com celulares como o Lenovo Vibe A7010 e o Quantum Go, o aparelho da Motorola se sai bem em algumas situações.

A câmera traseira do Moto X 2ª geração é capaz de tirar fotos muito boas, especialmente em boas condições de luminosidade. Porém é importante avisar: ela é tinhosa.

Isso significa que para obter imagens fantásticas com a câmera principal do aparelho você terá que suar a camisa. Uma dica de quem apanhou bastante com ela: use o controle de foco/exposição e mantenha Flash e HDR no automático. O foco automático do aparelho tem o péssimo hábito de focar no plano errado, por isso controlá-lo manualmente é fundamental.

Veja a seguir algumas fotos que tirei com o aparelho:

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Agora o grande problema: por se tratar de um modelo com 2 anos de vida, o Moto X 2ª geração é do tempo em que ainda não era importante ter uma câmera frontal competente para selfies, e por isso conta apenas com um sensor de 2 MP e lente de ângulo padrão em sua frente. Enquanto isso na concorrência temos sensores frontais de 5 MP (ou mais) e lentes de ângulo aberto.

Isso sem falar nos recursos de software, como o embelezamento de rostos e disparo com gestos, comuns hoje em dia e simplesmente ausentes no aparelho da Motorola.

Portanto, se a capacidade de tirar boas selfies é um recurso importante para você, pode esquecer o Moto X 2ª geração. Na mesma faixa de preço existem diversos aparelhos que vão fazer melhor este serviço. Entre eles o Asus Zenfone Selfie.

Desempenho

O gráfico que apresentei logo no começo deste review mostra que o Moto X 2ª geração possui processamento mais veloz que seus concorrentes de mesmo preço: Lenovo Vibe A7010, Samsung Galaxy J7, Quantum Go e Asus Zenfone Selfie.

Mas não é só em números que ele é melhor; seja na abertura de aplicativos, multi-tarefa ou rodando games pesados, o aparelho da Motorola dá um banho de performance.

Games como Asphalt 8 e Modern Combat 5 rodam com taxas de quadros muito altas e aplicações pesadas como as do Facebook rodam liso.

São resultados positivos combinados que dificilmente você conseguirá num aparelho na faixa de mil reais.

Som

Apesar de não ser um celular com foco em experiência multimídia, como é o caso de concorrentes como o Alcatel Onetouch Idol 3 e o Lenovo Vibe A7010, o Moto X 2ª geração oferece qualidade de áudio bastante consistente, seja no alto falante frontal ou nos fones de ouvido.

Os fones de ouvido do tipo earbuds fornecidos na embalagem possuem um design bastante confortável (se encaixam melhor nos ouvidos que os earpods da Apple), porém não proporcionam um isolamento tão bom quanto o dos fones intra-auriculares, como os JBL fornecidos pela Alcatel no Idol 3.

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No geral a experiência com os fones de ouvido do Moto X é bastante positiva, mas se você é exigente com graves, plugar fones de ouvido Beats ou similares no aparelho irá te proporcionar uma experiência de som impecável.

Num primeiro olhar pode parecer que o Moto X 2ª geração conta com um par de alto falantes estéreo, já que na frente do aparelho há 2 saídas de som. Infelizmente é só aparência mesmo. Na verdade o alto falante superior serve apenas para ligações e o inferior (mono) para multimídia.

No final das contas isso acaba não importando muito, já que a saída de som frontal do aparelho faz um ótimo trabalho, entregando som alto, encorpado e sem distorções, mesmo no máximo.

É claro que se colocarmos o Moto X 2ª geração ao lado do Lenovo Vibe A7010 com seus alto falantes Dolby Atmos ele irá perder a disputa. Mas pode ter certeza: ele sairá de cabeça erguida.

Bateria

Muitas pessoas reclamavam da bateria do Moto X 2ª geração quando ele foi lançado rodando o Android 4.4 Kit Kat: segundo os relatos, dificilmente o aparelho conseguia completar 1 dia fora da tomada. Felizmente a Motorola e o Google fizeram o dever de casa e, com a atualização do aparelho para o Android 6, a bateria melhorou significativamente (uns 30%).

É claro que os aparelhos com 2 anos de idade já não contam com baterias de mesma vida útil que um novo, portanto não espere milagres.

Agora, se você comprar um Moto X 2ª geração novo, como o utilizado nesse review, irá conseguir ficar 1 dia inteiro longe da tomada com tranquilidade, rodando o Android 6.

Nos meus testes retirei o celular da tomada às 6:30 da manhã e, por volta das 9:00 da noite ele ainda possuia 15% de bateria, com 4G/Wi-fi ligados o tempo todo e uso moderado de GPS, redes sociais, vídeos e música.

Prós e Contras

Prós:

  • Preço (aparece em algumas promoções por até R$ 900);
  • Acabamento de primeira e excelente ergonomia;
  • Áudio muito bom;
  • Recursos de software muito úteis (Moto Tela, gestos e comandos de voz sempre ativos);
  • Carregador turbo é realmente muito rápido;
  • Performance impecável em games, inclusive nos mais pesados.

Contras:

  • Câmeras traseira deixa à desejar em situações de pouca luz;
  • Tela com branco amarelado e efeito burn-in;
  • Tela pouco resistente à quedas (tanto que a Motorola tem enviado uma bumper case de graça junto com o aparelho);
  • Câmera frontal de apenas 2 MP, enquanto a maioria dos aparelhos atuais possuem a partir de 5MP.

Conclusão

Se você procura um smartphone na faixa de preço dos R$ 1.000 com android atualizado, performance impecável tanto para aplicativos quanto para games, boa tela, bom armazenamento e som de primeira, o Moto X 2ª geração é uma compra muito recomendada, mesmo se tratando de um aparelho lançado em 2014.

Agora, se você prioriza a qualidade da câmera fotográfica, e, principalmente, tirar boas selfies, é melhor olhar na concorrência. Não há duvidas de que celulares como o Lenovo Vibe A7010 ou o Asus Zenfone Selfie contam com câmeras mais modernas que irão produzir imagens muito superiores.

É importante lembrar também que o Moto X 2ª geração não é Dual Chip como seus principais concorrentes, e isso pode pesar bastante para você na hora da compra.

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