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Nextbit Robin chega com tecnologia revolucionária de bateria e design “diferentão”

Se você é ligado nas novidades de tecnologia, provavelmente já ouviu falar do Nextbit Robin: um telefone com um apelo visual bem distinto e que foi projetado para você nunca ficar sem espaço para instalar apps ou armazenar arquivos, combinando 32GB de armazenamento local + 100GB na nuvem exclusiva da Nextbit.

Apesar de não estar à venda no Brasil, o Robin foi lançado em março de 2016 através de um projeto crowdfunding anunciado em 2015, e a Nextbit – uma startup americana fundada por ex-funcionários de alto escalão da HTC e Google – anunciou há algum tempo estar desenvolvendo uma tecnologia revolucionária que poderia melhorar muito a forma como o aparelho consome energia, mas desde então, não entrou em muitos detalhes sobre qual seria ou como isso iria funcionar. Nós montamos o quebra-cabeça e vamos antecipar para você como tudo possivelmente vai ser!

Em primeiro lugar, não – o telefone provavelmente não ira ganhar uma expansão de bateria ou mesmo a opção de compra de uma bateria de maior capacidade como acessório (que seria ótimo, diga-se). Ao invés disso, a Nextbit vai trabalhar aspectos de software e hardware para manter o aparelho consumindo energia nada além do necessário.

O primeiro desses aspectos é o mecanismo que gerencia a principal função do aparelho, Smart Storage. Essa função é responsável por decidir quando e quais aplicativos e fotos serão armazenados na nuvem. Além disso, ela também monitora os seus hábitos com algoritmos analíticos (que por vezes consomem bastante bateria) para auxiliar nessa tomada de decisão.

A Nextbit pretende realizar alterações estruturais para otimizar esses algoritmos de forma que o Smart Storage rode mais leve, preciso e eficiente, para assim economizar energia.

Caixa Nextbit Robin
Caixa do Nextbit Robin. Fonte: Phone Arena

Outro aspecto que podemos esperar modificações é a forma como o software e hardware se integram. Essa é uma boa carta na manga que para a Nextbit, pois ela detem o controle de toda cadeia produtiva do seu smartphone – como a Apple e o iPhone -, permitindo realizar integrações mais profundas entre o sistema operacional e as partes físicas do aparelho.

Sendo assim, é bem possível que o Robin possa ter em sua política de gerenciamento de energia (I/O policies) uma mudança radical, que poderia incluir até mesmo o desligamento total de dispositivos baseado no comportamento do usuário. Funcionaria assim: se você usa o telefone aos finais de semana e usa bastante a câmera do aparelho, porém durante a semana você quase não tira nenhuma foto. O Robin pode ser capaz de identificar esse padrão e desligar o sensor que deixa a câmera em stand by durante os dias úteis da semana, e ativa-lo novamente aos sábados e domingos. O mesmo poderia ser replicado para comportamentos distintos em relação à outros componentes como Wi-Fi, Bluetooth, GPS etc.

O Nextbit Robin tem um display Full HD e uma bateria de apenas 2680 mAH, uma combinação que não favorece muito a utilização do telefone para o dia todo. Nesse sentido é bem provável que seja incluído modos de leitura distintos para cada condição de luz, o que também é eficiente se tratando de economia de bateria. Não queremos acreditar que haverá desligamento parcial de pixels no painel LCD – mas isso não é impossível.

A Nextbit pretende lançar esse pacotão de atualizações entre setembro e dezembro de 2016. É importante ficarmos ligados de como será a reação dos concorrentes em relação às novidades do Robin porque é bastante comum que as demais fabricantes comecem a desenvolver soluções inspiradas em invenções de seus rivais.