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iOS 6 mostra que Apple não é a mesma sem Steve Jobs

Sim, era um pouco óbvio que após morte de Steve Jobs, a Apple poderia mudar um pouco, mesmo tendo uma cultura tão solidamente incorporada em seus funcionários. Só não imaginávamos que essas mudanças viriam tão rápido e seriam tão estranhas.

Falamos bastante de Android aqui, mas não somos defensores de um ou outro sistema. Só queremos que nossos leitores tenham boas experiências com seus aparelhos, conceito que parece estar se afastando da Apple, principalmente com o lançamento do já controverso iOS 6.

Basta colocar a hashtag #ios6pocalypse no Twitter e se divertir com o monte de bizarrices que o sistema está proporcionando à seus usuários.

A nova versão do sistema para dispositivos móveis da maçã exibe uma série de decisões incorretas de design que certamente não passariam pela aprovação do icônico CEO. Vamos analisar algumas delas nas imagens a seguir.

A antiga barra superior era colorida, com volume e contraste ótimos. Agora a barra é azul chapado, com fontes e ícones brancos. Um visual bem mais pobre.
A tela de música agora apresenta ícones menores, mais escuros e com menos espaço à sua volta. O risco de cliques errados agora é bem maior que no iOS 5.
O iOS 6 deixou várias fontes mais fininhas, consequentemente mais difíceis de ler. Repare também no ícone “i” que era mais elegante no iOS 5.
Mais alterações estranhas no aplicativo de música: visual monocromático, com tons de cinza predominando, ícones quadrados e ítens das listas com espaçamento menor.
Ponte do Brooklin parece um objeto surreal no precário novo aplicativo de mapas do iOS 6. Steve Jobs nunca deixaria um produto tão mal acabado como esse ser lançado.

É provável que alguns dos problemas de design na interface do iOS 6 não apareçam na tela maior do iPhone 5, mas infelizmente ainda não temos um aparelho para testar. Portanto, nossas observações são válidas apenas para as iCoisas disponíveis atualmente no mercado brasileiro.

Steve Jobs controlava com mãos de ferro a empresa que ajudou a fundar, e todas as decisões – principalmente as de design – passavam por ele.

Certa vez ele disse que amava o aplicativo de Mapas do Google na web, e que adorava mais ainda usá-lo na telinha do iPhone. Certamente hoje, se ainda estivesse à frente da empresa, ele teria pensado um pouquinho mais antes de trocar o app do Google por um próprio que, por sua ineficiência, pode impactar negativamente nas vendas de seus gadgets.

Será que o design de interface da Apple, que sempre primou pela consistência e qualidade nos detalhes, agora está fadado a se perder nos caminhos de uma pseudo evolução?