Opinião

Estes são os melhores smartphones de 2016, segundo os maiores especialistas da Internet brasileira

Este foi um ano marcante para o mercado de smartphones: lançamentos explosivos (literalmente), empresas “jogando a toalha” e muitas caras novas (chinesas) surgindo. Agora, é hora de avaliar tudo o que rolou e selecionar quais foram os melhores smartphones de 2016.

E para esta missão, eu convidei os maiores especialistas em tecnologia da Internet brasileira, essa galera que passa o ano todo testando aparelhos, escrevendo resenhas, gravando unboxings e o que for necessário para trazer o melhor conteúdo para você, caro(a) leitor(a).

Muitos veículos nacionais e internacionais costumam separar os melhores do ano por categoria ou faixa de preço, e não há nada errado com isso.

Só que para este artigo especial de fim de ano, eu achei que ficaria mais interessante dar liberdade total para os “jurados”, deixando para eles somente a pergunta: dentre todos os smartphones lançados este ano, qual foi aquele que fez seus olhos brilharem, independente de preço?

Neste ano não teve unanimidade, e isso é bom

Quando comecei a receber as respostas dos jornalistas/blogueiros/vlogueiros à pergunta que fiz, fiquei positivamente surpreso com a variedade de eleitos.

Por incrível que pareça, praticamente não houve modelo repetido, e isso me leva a crer que a distância tecnológica entre aparelhos deste tipo diminuiu bastante nos últimos anos, permitindo que o consumidor possa ter experiências agradáveis tanto em dispositivos caríssimos quanto em dispositivos mais acessíveis.

Bom, chega de conversa e vamos às opiniões de quem entende do assunto:

Rodrigo Ghedin, Manual do Usuário

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Ano após ano, a Apple refina o seu smartphone e o deixa ainda melhor. O iPhone 7 quebrou o ciclo de reformulações estéticas, mantendo a base já usada nos iPhone 6 e 6s, mas incorporou melhorias significativas como resistência à água, câmeras aprimoradas, tela ainda melhor e o já tradicional incremento em poder de processamento dos chips A, da própria Apple.

O maior triunfo do iPhone, porém, é manter todos esses avanços com um modo de usar simples, intuitivo e poderoso. Embora o iOS 10 represente em alguns poucos aspectos retrocessos, no geral ele ainda é um sistema móvel bastante competente e que casa muito bem com o hardware do iPhone.

É caro, mas é o smartphone mais equilibrado e coeso do mercado. Se o orçamento permitir, é difícil imaginar qualquer outro critério que invalide essa recomendação.

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Imagem: Business Insider

Adriano Ponte, Canaltech

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Para mim esse ano foi do Moto Z Play.

Ele traz a melhor bateria da categoria, com espaço para o módulo que acrescenta ainda mais energia nele. A proposta modular do modelo foi muito boa, mesmo não sendo ainda a proposta que o mundo todo espera como “a solução modular ideal”.

Ele é absurdamente caro, mas para mim é um dos telefones mais interessantes lançados esse ano. Os demais foram um PORRE em termos de inovação, e não temos no iPhone 7 / Galaxy S7 / Xperia XZ nenhuma novidade tão legal assim.

Quanto ao Moto Z Pleno, ele é fino em excesso, remove o conector P2 e traz uma piada de bateria. Por isso o Play.

Imagem: Business Insider
Imagem: Business Insider

Stella Dauer, EuTestei

stella-dauerMeu escolhido é o Moto Z.

A Motorola mostrou que smartphone modular ainda não está 100%, mas que é possível sim fazer algo prático e criativo para trabalhar no mercado. O Moto Z não é um trambolho e tem uma mostra real de que dá pra ser diferente no mercado sem vender pouco.

Imagem: Digital Trends
Imagem: Digital Trends

Dudu Rocha, Dudu Rocha Tec.

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O melhor do ano para mim é o Samsung Galaxy S7 Edge.

O top da Samsung tem muitos pontos positivos, e até nos quesitos onde ele não é o melhor, ele ainda é bom.

O Edge tem a melhor câmera e a melhor tela entre todos os smartphones do mercado, processamento muito rápido e eficiente, resistência à água IP68 – que de fato te permite mergulhar o aparelho, e uma bateria muito boa (que não a é melhor da categoria, mas aguenta um dia inteiro de uso, sem decepcionar).

Imagem: CNET
Imagem: CNET

Mas o melhor para mim neste dispositivo é realmente a sua interface, que é uma “mão na roda” para usuários extremos como eu.

Além do básico do dia-a-dia, como whatsapp, redes sociais e vídeos, eu uso ele para trabalho pesado, editando documentos, criando atalhos, acionando hubs e muito mais.

Por isso digo isso COM CERTEZA: o S7 edge tem a melhor interface para produtividade entre todos os smartphones, e isso no dia-a-dia adianta muito o meu lado.

O S7 pode ter alguns contras, mas eu voto no S7 edge por ser indiscutivelmente o aparelho mais COMPLETO do ano.

Para Paulo Higa, do Tecnoblog, esse ano também foi do Galaxy S7 Edge, e para o youtuber LinuxBRS, o grande destaque foi a versão “flat” do S7.

Bia Kunze, Garota sem fio

bia kunzeDiante da pouca inovação entre os topos de linha, à exceção da família Z da Moto/Lenovo (que é fantástica mas precisa de refinamentos) e do Galaxy Note 7 (que sem dúvida seria o melhor do ano não fossem as explosões), decidi escolher um intermediário como o destaque de 2016.

Os intermediários evoluíram tanto que, dentro da própria categoria, há smartphones que poderíamos chamar de “intermediários-topo” tamanha sua qualidade e recursos. E é bom lembrar que, no país dos smartphones mais caros do mundo, custo-benefício é uma característica que fica no topo das prioridades na hora do brasileiro fazer sua escolha.

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Imagem: phoneArena

Assim, minha escolha do ano é o Moto G de quarta geração. A linha G tem sido um sucesso desde o primeiro lançamento, em 2013, e não é à toa: a partir de 800 reais é possível ter um aparelho com uma tela espaçosa e agradável, ótimo desempenho e boa câmera. Mas o melhor de tudo é a atenção que a Lenovo tem dado ao software da linha Moto: tanto os mais sofisticados quanto os mais simples recebem atualizações de sistema. Além disso, o calendário de atualizações tem se mostrado um dos mais ágeis entre todos os fabricantes de dispositivos Android, proporcionando excelente longevidade.

2017 promete…

Como você pode notar, entre os eleitos de 2016, temos três modelos da linha Moto. Ou seja, mesmo depois de passar para as mãos da Lenovo, a linha continua sendo muito importante no Brasil e, a não ser que a fabricante faça alguma cagada, ela tende a continuar assim em 2017.

Essa conclusão pode ser reforçada pela notícia recente de que a Lenovo irá abandonar a linha Vibe no próximo ano, focando todos os seus esforços nos Moto.

A Samsung sofreu um bocado este ano por conta do fiasco Galaxy Note 7, porém graças ao sucesso da linha S7 se manteve em alta, contrariando as expectativas de muitos.

O iPhone, bem, continua sendo o iPhone, só que sem aquela mesma “aura Jobística” de antigamente. E agora com uma opção mais em conta – o iPhone SE – que o permite transitar por mercados antes não alcançados, inclusive competindo com Androids intermediários.

Agora resta torcer para um 2017 com mais inovações, entradas para fones de ouvido, e, principalmente: preços mais amigáveis no Brasil. Porque olha, tá “brabo”.

Deixo meu agradecimento especial a todos os colegas que muito gentilmente encontraram um tempinho em suas apertadas agendas para contribuir com este artigo, e já deixo meu convite para repetirmos a dose em 2017.
As opiniões foram publicadas em ordem de chegada.