Opinião

Fracasso do LG G5 pode apontar para crise no mercado de smartphones

O LG G5, último top de linha da fabricante coreana vem sendo detonado em todos os reviews publicados pela mídia especializada.

Mas o que poderia ser apenas um problema pontual, na verdade parece apontar para uma crise muito maior no mercado mundial de smartphones.

Neste post vamos entender melhor essa história, e descobrir o que está acontecendo com o mercado que há poucos anos atrás crescia vigorosamente, porém agora parece estar perdido como uma estrela decadente do rock.

O mercado mundial de smartphones nunca esteve tão encalacrado: Apple e Samsung se reestruturando para manterem o topo do pódio, e Lenovo se revirando para tentar retomar o segundo lugar tomado pela Huawei. E uma verdadeira invasão das novas marcas chinesas rolando.

E enquanto isso, aqui no Brasil, Xiaomi, Microsoft e Sony pedem para sair.

O capítulo mais recente desta novela do mercado de smartphones foi divulgado na semana passada. Agora é a vez da sul-coreana LG anunciar uma reestruturação no topo de sua organização, para mudar completamente as suas estratégias de produção e marketing. Motivada pelo fracasso de vendas da sua última aposta, o LG G5. Sente o drama!

O que está acontecendo

As últimas notícias sobre a reestruturação da divisão mobile da sul-coreana LG, não surpreenderam nem o mercado e nem os consumidores. Desde 2013 a companhia não tem conseguido emplacar com seus novos produtos. Mesmo trazendo inovações com excelentes tecnologias, a marca está ficando para trás, e de lá para cá caiu 4 colocações em vendas no mercado mundial, saindo do terceiro lugar e amargurando um sétimo, com apenas 4% do total.

O LG G5, a aposta mais recente da empresa, deixou os consumidores decepcionados com a marca e não emplacou. Ele até teve um bom início de vendas nas primeiras semanas, mas depois desse período a demanda caiu o suficiente para a marca repensar suas estratégias. A meta inicial de vendas do G5 estava estimada para 3 milhões de unidades vendidas no segundo trimestre, no entanto, o modelo não atingiu os 2,2 milhões de unidades.

Provavelmente o que aconteceu foi que, assim que começaram a sair os primeiros reviews apresentando os problemas do aparelho (que não são poucos), quem poderia estar interessado acabou desistindo de comprar.

Tem mais

Contribuindo com esse cenário infeliz, há quem diga que as perspectivas de vendas do G5 pioraram, principalmente com a chegada dos recém lançados Moto Z e Moto Z force, da Lenovo. A briga pelo desempenho de seus modulares vem de frente com a ideia do G5, com as vantagens de serem mais práticos, inovadores e com propostas de permanecerem por mais algumas gerações de Motos.

E para dar aquele empurrãozinho na LG ladeira abaixo, o mais desagradável ocorreu com o público consumidor brasileiro, que recebeu uma versão “capada” do G5 (versão inferior à vendida no exterior) e pior, com preço mais salgado que do Galaxy S7. Vê se pode?

Fazer o quê?

De acordo com alguns analistas, as vendas do G5 não atingiram o sucesso esperado, assim como já havia ocorrido com seu antecessor, o G4 lançado em 2015, seguido pela baixa popularidade do V10, que fez, aliás, com que o lançamento do G5 fosse adiantado e anunciado no MWC 2016.

Esta sequência de baixos rendimentos e estratégias equivocadas, levou a companhia, na semana passada, a anunciar a criação de um escritório de projetos (PMO) para supervisionar o desenvolvimento de futuros produtos.

De acordo com o jornal Korea Times, o anúncio da sexta (dia 01) ocorreu por que o último flagship da LG Eletronics falhou na geração de vendas e a unidade de negócios no exterior terá um papel maior na divisão mobile. E que o propósito do realinhamento se destina a manter o negócio de celulares da LG funcionando em meio à situação desafiadora do mercado.

A LG vive numa crise de identidade com seus smartphones. Muda, tenta de tudo, mas nada emplaca.
A LG vive numa crise de identidade com seus smartphones. Muda, tenta de tudo, mas nada emplaca.

Enfim, a empresa está mexendo em todo o seu principal comando e passando por um tipo de auditoria administrativa. De acordo com as informações que circulam, o chefe da divisão mobile da LG, Cho Juno, criou o novo setor para o desenvolvimento de novas estratégias de produto e marketing. De modo a se repensar a forma como a marca se projeta no mercado e no desenvolvimento de produtos mais competitivos.

Além disso a companhia transferiu centenas de funcionários da divisão mobile na Coreia do Sul para outros setores e está fazendo demissões em massa, mudando o seu foco para as produções no Vietnã, onde a mão de obra é mais barata.

Sem querer ser repetitiva, mas: Não está fácil para ninguém!

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