Opinião

Excesso, confusão e repetição enfraquecem a marca Galaxy S da Samsung

Desde o lançamento do primeiro aparelho Galaxy S, as vendas de smartphones da Samsung só cresceram. O sucesso da linha é tão grande, que consumidores de smartphones Android de outras marcas largaram seus aparelhos e correram atrás de qualquer coisa que tivesse “galaxy” escrito. Mesmo marcas poderosas como a Apple ficaram em apuros com as inovações e marketing agressivo da coreana.

Mas apesar da excelente reputação da linha Galaxy, conquistada com muita estratégia, publicidade e claro, ótimos aparelhos, esse ano a Samsung falhou.

Para começar, ela falhou com o lançamento do Galaxy S4 e suas diversas versões enquanto o Galaxy S3 ainda é um ótimo top de linha, e com um visual muito parecido.

O Galaxy S4 foi anunciado em março e lançado em abril para concorrer com outros aparelhos Android top de linha como o HTC One, LG Optimus G e Sony Xperia Z. Até aí tudo bem. O problema é que o aparelho em si não apresentou melhorias significativas em relação ao seu antecessor, que mesmo com mais de 1 ano de lançado, ainda é um dos melhores Androids do mercado, está mais barato, e é super popular.

A grandes diferenças entre o S3 e o S4 são a tela e a câmera, algo que os consumidores comuns não ligam tanto. E com o altíssimo preço em plena crise econômica, fica difícil justificar a compra do novo aparelho. A Samsung teria que parar a produção do S3 para aumentar as vendas do S4.

Eu até acho o design do S4 melhor que o do S3 em vários aspectos, como a posição do botão home (centralizada verticalmente no espaço inferior à tela) e as laterais com acabamento mais sofisticado. Mesmo assim, nada disso justifica pagar quase 1000 reais a mais.

Além da versão original, a Samsung ainda lançou mais três versões do S4: o S4 Mini, o S4 Active e o S4 Zoom. E confundindo os consumidores com tantas opções, a Samsung acabou enfraquecendo um pouco a marca Galaxy S, uma referência no mundo Android.

Da esquerda para a direita: Galaxy S4 Active, S4 Mini e S4 Zoom
Da esquerda para a direita: Galaxy S4 Active, S4 Mini e S4 Zoom

A empresa coreana poderia ter seguido o exemplo da sua outra linha, o Galaxy Note, que se mantém firme no seu propósito de oferecer o melhor entre um smartphone e tablet, com apenas 1 lançamento anual. A imagem que o consumidor possui de um Note é sólida e clara, e provavelmente confinuará assim.

A fragmentação da linha Galaxy faz todo sentido, afinal, é assim que a marca consegue explorar todas as categorias do mercado de smartphones Android. Agora, criar subtipos de um mesmo modelo é um pouco demais. Principalmente quando se trata do principal modelo da linha.

Para o próximo ano a Samsung precisa preparar um novo Galaxy S que justifique completamente o investimento, em termos de hardware, software e design. Como foi na transição do SII para o S3 tempos atrás. Do contrário cairá no mesmo problema vivido pela Apple atualmente: a mesmice.

 

Fonte: SamMobile