Nostalgia

5 anos de doces e robôs: uma breve retrospectiva dos smartphones Android

Há 5 anos atrás – no dia 5 de novembro de 2007 – Google e grandes fabricantes como HTC, LG, Motorola, Samsung e Sony, uniram forças para criar a Open Handset Alliance, um consórcio que tinha como objetivo o desenvolvimento de um sistema aberto para dispositivos móveis. Assim nascia o sistema Android.

Naquela época os smartphones mais vendidos do mercado eram da Nokia. Aparelhos como o saudoso N95 estavam por todos os lados, mas seu sistema operacional desengonçado não teria muito futuro depois do lançamento de um certo aparelho da Apple.

O iPhone chegou e revolucionou o mercado móvel. Uma revolução que matou muitas empresas pelo caminho, mas também criou diversos novos mercados, como o de aplicativos, por exemplo. O próprio sistema Android talvez nunca teria surgido, se não fosse pelo iPhone.

Em sua primeira versão, o Android ainda era feio e mal acabado, e dificilmente teria chances contra o competente iOS. Mas com muito esforço e persistência do Google e seus parceiros, a cada nova versão o sistema amadurecia mais e mais, tornando-se hoje o principal sistema móvel do mundo.

Vamos acompanhar agora, uma breve retrospectiva com os principais lances e personagens que marcaram os 5 anos de vida do nosso querido robô verde.

Versão 1.0

O HTC Dream G1 foi o primeiro celular da história com o sistema Android.

Ele ditou toda a primeira geração de aparelhos com o sistema: teclado físico e trackpad/direcional obrigatórios para dar cobertura às ainda precárias telas touch.

A interface do sistema era bem feia e lembrava demais um desktop. A lista de aplicativos ficava numa gaveta, assim como a barra de notificações.

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Versão 1.5 – Cupcake (bolinho recheado)

A Motorola foi a primeira grande fabricante de celulares a apostar forte no sistema. Seus primeiros aparelhos marcaram uma era onde tudo ainda parecia muito experimental no Android. O Dext foi um dos primeiros Androids a desembarcar por aqui.

Nesta versão foi implementado no sistema o teclado virtual, que permitiria futuramente o lançamento de uma série de smartphones sem teclado físico. Os widgets de aplicativos para as home screens também foram uma adição de destaque.

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Versão 1.6 – Donut (rosquinha)

Continuando o experimentalismo da geração, a Motorola continuou lançando alguns aparelhos Android bizarros, como o Backflip e o Flipout.

A interface Motoblur, aplicada “por cima” do Android pela fabricante em seus aparelhos, era feia, irritante e em muitos casos inútil.

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Versão 2.0 – Eclair (bomba de chocolate)

Depois de muito sofrer, finalmente o usuário de Android tinha um aparelho realmente bom em mãos. O Motorola Milestone tinha hardware confiável, possuía ótima tela e as atualizações do Android 2.0 o tornaram um marco na história do sistema.

Entre as novidades da versão estavam: sincronia de contatos a partir de diversas fontes (inclusive Exchange), zoom pinça e  navegador com HTML 5 e Flash.

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Versão 2.1 – Eclair (bomba de chocolate)

Em 2009 a Samsung abandona todo o conceito que vinha sendo utilizado pela Motorola na construção de seus Androids e aposta na receita Apple de sucesso. Resultado: o Galaxy S vendeu como pão-de-queijo quentinho, e virou sinônimo de Android poderoso.

A versão 2.1 do Android manteve o codinome da anterior, mas trouxe os famigerados papéis de parede animados para o sistema.

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Versão 2.2 – Froyo (Iogurte frozen)

A geração de aparelhos com Android 2.2 foi marcada pela explosão da categoria “smartphones de entrada”.

Com o sistema mais maduro, já era possível obter um bom desempenho mesmo em aparelhos baratos.

A maior prova dessa explosão: o primeiro smartphone com Android 2.2 a chegar no Brasil foi o LG Optimus One, um modelo de entrada que vendeu muito e ajudou a solidificar o mercado.

O recurso mais bacana implementado na versão foi a possibilidade de transformar o seu celular Android em um em hotspot Wi-Fi, compartilhando a conexão 3G do aparelho com até 8 dispositivos.

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Versão 2.3 – Gingerbread (biscoito de gengibre)

Sony Xperia Arc, primeiro aparelho do Brasil com Android 2.3, também foi o pioneiro dos celulares anoréxicos. Tendência que foi seguida pelo Galaxy SII da Samsung e posteriormente pelos modelos RAZR da Motorola.

Na versão 2.3 o Android ficou mais rápido, estável e melhorou bastante o consumo de bateria, que sempre foi um problema nos smartphones. Além disso, tarefas como copiar e colar textos ficaram mais simples.

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Versão 4.0 – Ice Cream Sandwich (sanduíche de sorvete)

Esta versão muda completamente a interface do sistema, que finalmente ganha uma “personalidade” própria, tornando-se muito mais charmoso. Um manual de princípios de design é lançado pelo Google para orientar os desenvolvedores de apps da plataforma.

Um Nexus (aparelho com Android puro) finalmente chega no Brasil, só que com outro nome: Galaxy X.

A Android Market dá lugar à Google Play Store, que além de aplicativos, passa a vender também, livros, músicas e filmes.

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Versão 4.1/4.2 – Jelly Bean (jujuba)

Em sua versão atual, o sistema continua seu caminho em busca de uma interface mais bonita, harmônica e responsiva (obrigado projeto butter!).

Com a compra da Motorola, o Google parece ter conseguido finalmente matar o Motoblur. Agora a fabricante lança aparelhos com Android cada vez mais limpo. Além disso, a parceria com a Intel tem resultado em aparelhos bem bacanas.

A Samsung continua líder de mercado com seus Galaxies para todos os gostos e bolsos, e a LG acaba de lançar um aparelho Nexus.